quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Mais sobre Punta del Leste

Com tamanha empolgação que eu estava para falar como foi a viagem para Punta, acabei esquecendo de falar dos detalhes da nossa viagem. Fizemos um registro diário dos lugares que visitamos, das bobagens que falamos, enquanto estavámos lá não havia tempo para nenhum post.

Chegamos em Punta por volta de 13hs, isto depois de pegar um voo direto para Montevideo, pela Pluna. Tenho que falar que na noite anterior a viagem ninguem dormiu, ficamos pela cidade de São Paulo em pleno sábado pós Natal, procurando balada, todas fechadas, então voltamos para casa após uma parada estratégica para tomar sopa na Galeria dos Paes, lá pelas tres e meia da manhã, isto que nosso voo era as 9h15 em Guarulhos.

Já no embarque risadas, algumas que escondiam o medo de avião pequeno, outros tiravam onda que se o avião caisse a causar era nosso excesso de bagagem que levamos porque ninguem se atentou que o limite era de 20 kilos - se bem que a maioria das mulheres ultrapassou em muito este limite, mas graças ao único homem no grupo, verdadeiro "bendito é o fruto entre as mulheres" demos um jeito. Avião pequeno, companhia pequena vá lá, mas ter que pagar pelo lanchinho a bordo, confesso era total novidade para nós, se bem que temos ouvido falar que as companhias tupiniquim também querem adotar este método, em substituição as barrinhas de sereal mesmo com o preço alto das passagens por aqui cobradas, então a qualquer momento esta moda pega por aqui. De resto a viagem foi excelente e tranquila.

Chegamos em Punta com o sol a pino, malas, cansaço e uma hora de translado entre Montevideo e Punta não foram suficientes para nos desanimar. Após algumas paradinhas para ver a vista da estrada, nosso guia nos indicou nosso primeiro restaurante, Guappa, na orla da Praia... Visual lindo, cerveja gelada, almoço típico, a maioria comeu carne e batatas que apesar de não serem a tal parrilla, agradou a todos.

De volta ao hotel, sem tempo para cochilo, apenas colocar o biquini, passar protetor e ir para a praia do Bikini. Caminhamos do hotel até a estação de ônibus de onibus, quase uns quinze minutos a pé, considerando que em grupo de sete pessoas sempre há algumas paradinhas. Da estação pegamos um micro-onibus para La Barra, eram quase 18 horas quando chegamos na praia do Bikini. Ainda havia sol, a praia estava começando a esvaziar, paramos no point da praia do Bikini aonde havia DJ, musica eletronica, climão de final de festa, ainda tivemos tempo de negociar uma jarra de caipiroska (vodka com morango) e tirar as primeras fotos do por-do-sol.

Partimos novamente para nosso hotel de ônibus de linha, cansados porém com ânimo de sair para night após um breve cochilo. Cochilo? Todos apagaram devido ao cansaço, alguém acordou as cinco da manhã, preocupada se havia perdido a balada, mandando torpedo para saber se alguém havia ido sem acordar os demais. Foi assim nosso primeiro dia em Punta, perdemos a primeira night mas descansamos para não perder mais nada e aproveitar tudo que ainda havia para ver.

O que mais adoramos em Punta foi ritmo da cidade, não adianta ter pressa, as dicas são café-da-manhã das 08 as 10, almoço a partir das 15h, praia pode ir as 17hs você terá sol até as 20h. Depois disso ainda dá tempo para descansar, jantar por volta de 23hs, mas sem pressa, a night só começa lá pelas 03 da manhã. E foi neste ritmo que seguimos, no 2o. dia com calma voltamos para conhecer melhor a praia do Bikini, ficamos até tarde. Alguns de nós ainda foram conhecer La Barra, point para jantar, fazer a pré-night, encontrar todo mundo que saiu da praia e está em busca de movimento, agito.

No 3o. dia aproveitamos que todos acordaram tarde, já que a maioria da galera foi conhecer a night de Punta e fomos conhecer a Casa Pueblo. De ônibus com direito a todo mundo cochilar e perder o ponto de descida mas como a sorte nos ajuda estavamos longe da casa Pueblo, mas perto da praia de...resolvemos caminhar pela praia, até acharmos a saida para a casa Pueblo, que víamos ao longe, parecia uma caminhada e tanto até lá, mas não havia pressa, não havia obrigação. No meio do caminho encontrarmos um lugar para comer, paramos despretensiosamente só porque adoramos o local. Para surpresa geral, a comida foi excelente, com direito a um patê de pimentão que todo mundo adorou. Após o almoços começou a chover, enquanto esperamos a chuva passar embalamos numa conversa sem pressa com muita cerveja Patricia, em busca de segredos e confissões que só se faz entre amigos, num dia de chuva, num restaurante aconchegante que depois descobrimos ser famoso, Medio-Medio, bar de jazz aonde sempre acontece uma programação incrivel de shows, foi realmente um presente encontrar este lugar.

Chegar a Casa Pueblo, foi então mágico. Não tinhamos certeza se aquela hora e com aquela chuva valeria a pena ir, ainda mais tendo que pagar uma Van para levar sete pessoas. Mas ao chegarmos no local, todos ficaram boquiabertos. Não há como descrever a magnitude do local, o encantamento pelas obras de arte de João Paez Vilaró, pela vista maravilhosa da casa, da paz que o local transmite.

Não consguimos ver o por-do-sol como todos nos recomendaram, mas mesmo com chuva vimos que o local é incrivel. Nos olhos de todos a vontade de regressar outro dia, pedir um café e esperar o por-do-sol.

Este foi nosso primeiro sinal de que Punta merece mais uma visita.

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